segunda-feira, 30 de abril de 2007

Poder da Mente

Um convincente gêmeo de Darth Vader acende um sabre de luz com o poder do pensamento. Trata-se de um protótipo de um brinquedo que incorpora uma nova tecnologia que lê os sinais do cérebro. Engenheiros de companhias como a NeuroSky, no Vale do Silício, têm grandes planos para brinquedos e jogos que leiam as ondas cerebrais. Darth Vader, para os engenheiros, prenuncia a chegada de dispositivos ainda mais sofisticados que podem revolucionar a maneira como as pessoas se divertem e jogam. Retirado do Terra Noticias Espera aí....não para de ler n....tme essa outra aqui pra ficar babando!! Os desenvolvedores de videogames têm queimado neurônios à procura de novidades que aproximem a indústria de seu objetivo: tornar o virtual cada vez mais real. Uma empresa sediada nos Estados Unidos, no entanto, quer mostrar que a solução não está exatamente nessas cabeças pensantes, e sim na dos jogadores – literalmente. Em 2008, a Emotiv Systems lançará no mercado um protótipo que pretende abolir os joysticks como conhecemos e confiar apenas à mente o controle dos personagens dentro dos games. Atirar, pegar, bater, correr e tantas outras ações dos games serão comandadas apenas pelo pensamento dos jogadores nesse protótipo, o resultado final de uma pesquisa batizada de Projeto Epoc e conduzida pela Emotiv desde 2003. Basicamente, o que a empresa descobriu foi uma forma de um computador responder a estímulos do cérebro humano, captados por um capacete usado pelo jogador. O capacete repassa os comandos a um receptor wireless que pode ser plugado a um computador ou a um console. As implicações disso são do tamanho da imaginação, pelo menos de acordo com os anúncios da companhia, já que os personagens reproduzirão gestos e até mesmo emoções dos jogadores. Se o resultado for fiel à promessa, a indústria poderá ter de rever o modo como hoje são desenvolvidos os games, exigindo, por exemplo, que o jogador não ultrapasse certos níveis de estresse para completar determinada tarefa. Tudo isso ainda está apenas nos planos da Emotiv. O produto que a empresa apresenta hoje e divulga com um vídeo na internet (assista aqui ao vídeo ) está em desenvolvimento; a resposta aos movimentos do jogador se mostra lenta, pouco ágil. De qualquer forma, este é só o início da nova onda tecnológica na indústria de games, segundo a Emotiv, baseada no aperfeiçoamento da interação entre computadores e humanos. Uma onda já visível no mercado. Vide o sucesso do Wii, da Nintendo, que inovou com um joystick-"bastão" capaz de refletir os movimentos dos jogadores em partidas de tênis, golfe, boliche, e a explosão do Second Life, um simulacro virtual da vida cotidiana que conta com quase 6 milhões de usuários no mundo. Mais do que os consumidores finais, são justamente estas empresas, as que já detectaram o interesse dos jogadores por maior interação, o alvo do projeto da Emotiv. A empresa está à procura de parceiros interessados por desenvolver a tecnologia e aplicá-la em jogos. Os atuais aliados da empresa - o governo federal australiano e os fundos Technology Venture Partners e Epicure Capital Partners - já garantiram ao projeto um investimento total de 6,3 milhões de dólares. O dinheiro vindo da Austrália se justifica pela origem da tecnologia: as invenções de Allan Snyder, cientista e professor do australiano Centro da Mente. Um dos agraciados pelo prêmio internacional de tecnologia Marconi, já concedido a inovadores como os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, Snyder atraiu ao projeto empreendedores de tecnologia e executivos da indústria de games, como Ed Fries, que ajudou a criar o Microsoft Game Studios e o X-box na Microsoft, e Randy Breen, ex-Electronic Arts e LucasArts. Em entrevista concedida ao Portal EXAME por e-mail, Breen, hoje diretor de produto da Emotiv, explicou quais as ambições da companhia com o Projeto Epoc. Leia a entrevista na Exame

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